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Postal do Luxemburgo: Selfies da UE

  • Foto do escritor: Bruno Ribeiro Barata
    Bruno Ribeiro Barata
  • 10 de mar. de 2023
  • 3 min de leitura

* Artigo publicado no Semanário regional de Setúbal "semmais" distribuído com o Expresso de 10 de março de 2023.

«Números, mas não apenas números. O mundo não pode ser compreendido sem números e não pode ser compreendido apenas com números. Portanto, apreciemos os números por causa do que nos dizem sobre as vidas reais.» Hans Rosling, Factfulness.


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Eurostat

O Gabinete de Estatísticas da União Europeia (Eurostat), com sede no Luxemburgo, é a organização estatística da Comissão Europeia que produz dados estatísticos para a União Europeia e promove a harmonização dos métodos estatísticos entre os estados-membros.

Os dados são essenciais para perceber realidade, compará-la e acima tudo para tomar as melhores decisões políticas com base em factos. Nunca esquecendo porém, como nos diz a citação, que existem pessoas, vidas e muitas particularidades por detrás dos números.

Aos mais curiosos deixo o convite para visitarem o site Eurostat https://ec.europa.eu/eurostat , que contém um enorme leque de indicadores, bem como artigos que explicam, comparam e interpretam os números. No enorme e meritório trabalho desenvolvido pelo Eurostat destaco também as suas publicações periódicas. Neste postal pretendo mostrar-vos algumas fotografias instantâneas da publicação “Números-chave sobre a UE no mundo” (edição de 2023 publicada a 20 de fevereiro) que nos retrata a UE no contexto mundial, as suas selfies portanto.


As Selfies

1. A população da UE é de 447 milhões de habitantes (dados de 2021), equivalente a 5,7 % do total mundial. Apenas dois países no mundo têm populações maiores do que a UE: China (1,43 mil milhões; 18,0 % do total mundial) e Índia (1,41 mil milhões; 17,8 %). Logo atrás da UE surgem os Estados Unidos da América (337 milhões; 4,3 % do total mundial) e a Indonésia (274 milhões; 3,5 %).

2. A idade mediana da população da UE é de 44,1 anos, quase 50 % mais elevada do que a mediana mundial que é de 30,0 anos. Entre os cinco dos países mais populosos do mundo, a idade mediana varia entre 20,2 anos no Paquistão a 37,9 anos na China.

3. A taxa de mortalidade infantil na UE é de 3,3 mortes por 1 000 nados-vivos (há vinte anos era de 6,0 mortes). No mundo a taxa é de 27,9.

4. A esperança de vida à nascença na UE aumentou de 77,6 anos (em 2002) para 81,3 anos em 2019. Enquanto, a média mundial subiu de 67,1 anos (em 2002) para 72,8 anos.

5. A percentagem de pessoas de 15-24 anos na UE que eram NEET (not in employment, education or training - em português que não estudam, não trabalham, não frequentam qualquer formação profissional) caiu de 13,1% em 2012 para 10,1% em 2019. Para comparação, a média mundial, entre 2010 e 2019, permaneceu na casa dos 22%. As taxas mais elevadas de NEET são no Paquistão (34,6%), África do Sul (30,6%), Brasil (23,5%) e na Indonésia (22.5 %). A taxa mais baixa registou-se na Islândia (4,9 %).

6. Em julho de 2022, na UE, as mulheres detinham 32,7 % dos assentos nos parlamentos. No mundo a média é de 26,4 %.

7. O rácio dos quintis de rendimento é uma medida do grau de desigualdade de rendimentos no país. É calculado como o rácio da proporção de rendimento disponível equivalente recebido pelos 20 % da população com o rendimento mais elevado (quintil superior) em comparação com a proporção recebida pelo 20 % da população com o rendimento mais baixo (o mais baixo quintil). A taxa de quintil de rendimento na UE foi de 5,0 em 2019: por outras palavras, os 20 % da população com o maior rendimento recebeu 5,0 vezes mais do que os 20 % com os rendimentos mais baixos. Entre os países (com dados são apresentados), apresentam rácios mais reduzidos (do que na UE) Canadá (4,2), Noruega (4,0) e Islândia (3,5). A distribuição dos rendimentos é mais desigual em países como a África do Sul (32,4), Costa Rica (13,3), Chile (10,3), México (8,9) e Estados Unidos da América (7,1).


Sorrir com uma insatisfação motivadora

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Esta foi a minha escolha de selfies para partilhar convosco, não obstante existirem muitas mais de especial interesse. Espero aprofundar estas e outras imagens em futuros postais. Eu, europeísta convicto – desde a adolescência – afirmo, com base em dados, que o bloco político-geográfico UE tem conseguido concretizar o seu objetivo essencial de melhorar constantemente as condições de vida dos seus concidadãos. Há ainda muito caminho por fazer, mas estamos no rumo certo e muito melhor quando nos comparamos com o mundo e com o passado recente. Acresce a isto tudo, que o caminho feito tem sido assente nos valores inaliáveis da UE: Dignidade Humana, Liberdade, Democracia, Estado de Direito, Igualdade, Direitos Humanos, Pluralismo, Não discriminação, Tolerância, Justiça e Solidariedade. A expressão da UE numa selfie é de otimismo e ambição na construção de um futuro cada vez melhor. A sorrir com uma insatisfação motivadora.



 
 
 

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